sábado, 9 de maio de 2015

Deus o exaltou


“Deus, porém, com sua destra, o exaltou a Princípe e Salvador...” (Atos 5:31)

Jesus, nosso Senhor, uma vez crucificado, morto e sepultado, agora está assentado no trono da Sua glória. O lugar mais alto do céu é Seu por direito incontestável. É doce lembrar que a glória de Cristo no céu é  representativa.
Ele está glorificado à direita do Pai, e embora, como Deus, tivesse a glória sublime que as criaturas finitas não podem partilhar, como Mediador, a glória exibida por Jesus no céu é a herança de todos os santos. 
É muito bom meditar em como está próxima a união de Cristo com Seu povo. Somos um com Ele; somos membros de Seu corpo; e Sua glória é a nossa glória. Ele nos fará assentar em Seu trono do mesmo modo que Ele venceu e está assentado no trono com o Pai; Ele tem uma coroa e também nos dará uma; Ele tem um trono, mas não se contenta em tê-lo para Si, Sua rainha deve estar à Sua direita, ornada com o "ouro de Ofir". 
Cristo não pode ser glorificado sem Sua noiva. Crente, ergue os olhos para Jesus; deixa que os olhos da fé O vejam com os diademas em Sua cabeça (Ap. 19:12); e lembre-se que um dia você será semelhante a Ele, quando O vir tal como Ele é; você não será tão excelente quanto Ele, não será tão divino, mas ainda assim partilhará, de certa forma, as mesmas honras, e gozará a mesma alegria e a mesma dignidade que Ele tem. Contente-se em viver no anonimato ainda por um pouco, e andar em fadiga pelos campos da pobreza, ou subir as colinas da aflição; pois em breve reinará com Cristo, porque Ele "nos constituiu reino e sacerdotes para Deus; e reinaremos para sempre" (Ap. 5:10).
Que pensamento maravilhoso para os filhos de Deus! Temos a Cristo como nosso glorioso representante nas cortes do céu hoje, e em breve Ele virá nos tomar para Si, para ali estarmos com Ele, e ver Sua glória, e compatilhar a Sua alegria.
  

C. H. Spurgeon


Fonte: Morning and Evening (Devocional matutina do dia 24 de abril)

CASTELO FORTE 33

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Livro de Cheques do Banco da Fé - Devocional


“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão.”1 Samuel 17:47

Esse ponto deve ficar muito claro para nós: que a batalha é do Senhor, e que podemos estar seguros da vitória, e de uma vitória tal que manifeste melhor o poder de Deus. O Senhor é demasiadamente esquecido por todos os homens, sim, até mesmo pelas assembleias de Israel; e quando exista uma oportunidade de mostrar aos homens que a Grandiosa Causa Primária pode alcançar Seus propósitos sem o poder do homem, é uma ocasião muito preciosa que deve ser bem empregada. Até mesmo Israel confia em demasia na espada e na lança. É algo grandioso que não se tenha uma espada na mão de Davi e, no entanto, ele saiba que seu Deus vencerá a exércitos inteiros de povos inimigos.
Se em verdade estamos lutando pela verdade e pela justiça, não nos demoremos até que tenhamos talento, riqueza ou qualquer outra forma de poder visível a nossa disposição; mas com pedras que encontramos no riacho, e com nossa funda habitual, corramos para enfrentar o inimigo. Se a batalha fosse somente nossa, poderíamos estar desconfiados; mas se nós estamos nos levantando por Jesus e travando a guerra unicamente por Sua força, quem então poderia nos atrapalhar? Sem nenhum rastro de dúvida, enfrentemos aos filisteus; pois o Senhor dos Exércitos está conosco, e assim, quem poderia estar contra nós?

Tradução: Projeto Spurgeon

Livro de Cheques do Banco da Fé
C.H. Spurgeon


Hillsong Oceans - Bruno e Sarah - Cover Português

terça-feira, 5 de maio de 2015

Salmo 23


Não há nenhum título inspirado para este salmo, e não é necessário, pois ele não registra nenhum evento especial, e não precisa de outra chave além daquela que todo cristão pode encontrar em seu próprio peito. É a Pastoral Celeste de Davi; uma obra poética excelente, que nenhuma das filhas da música pode superar. A clarinada da guerra aqui dá lugar ao cachimbo da paz, e aquele que tão recentemente chorou as mágoas do Pastor em melodia ensaia as alegrias do rebanho.   
Sentado sob uma árvore frondosa, com seu rebanho em volta, como o pastorzinho de Bunyan no Vale da Humilhação, visualizamos Davi cantando essa pastoral incomparável com um coração cheio de alegria; ou, se o salmo é o produto de seus anos avançados, temos certeza de que sua alma se voltou em contemplação para os solitários ribeiros de água que ondulavam sussurrantes entre os pastos do deserto, onde nos primeiros dias ela fazia sua morada. Esta é a pérola dos salmos, cujo esplendor suave e puro deleita os olhos; uma pérola da qual Helicon não precisa se envergonhar, embora o Jordão o reivindique. Desse canto delicioso pode-se afirmar que sua piedade e sua poesia são iguais, sua doçura e sua espiritualidade são incomparáveis.
A posição deste salmo é digna de nota. Segue o salmo 22, que é peculiarmente o Salmo da Cruz. Não há pastos verdes, não há águas tranqüilas do outro lado do salmo 22. Só depois que lemos "Meu Deus, meu Deus, porque me desamparaste?" é que chegamos a "O Senhor é meu Pastor". Precisamos conhecer por experiência o valor do derramamento de sangue, e vermos a espada acordada contra o Pastor, antes que possamos verdadeiramente conhecer a doçura do cuidado do bom pastor.
Já se disse que aquilo que o rouxinol é entre os pássaros, esta ode divina é entre os salmos; pois tem soado docemente nos ouvidos de muitos pranteadores em sua noite de choro, e o tem podido esperar por uma manhã de alegria. Eu me aventuro a compará-la também à cotovia, que canta enquanto sobe, e sobe enquanto canta, até que some de vista, e mesmo então não nos deixa sem ouvi-la.
Observe as últimas palavras do salmo - "Habitarei na casa do Senhor para sempre" -; são notas celestiais, mais adequadas às mansões eternas do que a esses lugares de moradia abaixo das nuvens. Ó, que nós possamos entrar no espírito do salmo enquanto o lemos, e então viveremos a experiência dos dias do céu aqui na terra!

Fonte: Esboços Bíblicos de Salmos, C. H. Spurgeon, Shedd Publicações

Ministério Zoe - Você Me Leva ao Deserto (Pré - Produção)

domingo, 3 de maio de 2015

O Amor do Senhor


“E O SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, contudo adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses, e amem os bolos de uvas.” (Oséias 3:1)

Crente,  olha para todas as tuas experiências passadas e lembra-te da maneira como o Senhor teu Deus te guiou no deserto, como te alimentou e te vestiu a cada dia - como suportou teus maus costumes - como agüentou tuas murmurações e todos os teus anseios pelas panelas de carne do Egito - como fendeu a rocha para te suprir, e te alimentou com o maná que caiu do céu. Lembra-te do quanto a Sua graça foi suficiente para ti em todas as tuas tribulações - como o Seu sangue te perdoou de todos os teus pecados - como a Sua vara e o Seu cajado te consolaram.
Quando assim te lembrares do amor do Senhor, então deixa que a tua fé avalie o Seu amor no futuro, para lembrares que a aliança e o sangue de Cristo têm algo mais do que somente o passado .
Aquele que te amou e que te perdoou, jamais cessará de te amar e perdoar. Ele é o Alfa e será o Ômega também: Ele é o primeiro e será também o último. Por isso, quando passares pelo vale da sombra da morte, lembra-te de que não precisas temer o mal, pois Ele está contigo. Quando atravessares as frias águas do Jordão, não precisas temer, pois a morte não pode te separar do Seu amor; e quando adentrares aos mistérios da eternidade não precisas tremer, "Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, em a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rm. 8:38-39).
Agora, minh´alma, teu amor não está renovado? Isto não te faz amar a Jesus? Um vôo pelas campinas etéreas do amor não inflamam teu coração e te compelem a te deleitares no Senhor teu Deus? Enquanto meditamos no "amor do Senhor", com certeza nosso coração queima dentro de nós e desejamos amá-Lo mais e mais.

C.H. Spurgeon


Fonte: Morning and Evening (Devocional matutina do dia 04 de fevereiro)

André e Tiago Arrais - Entrega

sábado, 2 de maio de 2015

Meu Refúgio és Tu no Dia do Mal

 “...meu refúgio és tu no dia do mal.” (Jeremias 17:17)

O caminho do cristão nem sempre é brilhante e ensolarado; ele tem suas épocas de escuridão e tormenta. É certo que está escrito na Palavra de Deus " Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz." (Pv. 3:17), e é uma grande verdade que a religião é calculada para dar ao homem tanto felicidade na terra quanto gozo no céu; mas a experiência nos diz que, se o percurso do justo é "como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Pv. 4:18), às vezes, então,  essa luz fica obscurecida. Em certas épocas as nuvens encobrem o sol do crente, e ele anda na escuridão sem ver a luz.
Há muitos que se regozijam na presença de Deus durante algum tempo; se aquecem no sol dos primeiros estágios de sua carreira cristã; caminham por "pastos verdejantes" junto de "águas tranqüilas", mas de repente descobrem que aquele céu glorioso está cheio de nuvens; ao invés de andar pela terra de Gósen, agora eles têm que andar pelas areias do deserto; em lugar de água doce, encontram correntes tortuosas, de águas amargas, e dizem: "Se eu fosse filho de Deus, com certeza isto não aconteceria." Oh! não digas isto, tu que estás andando na escuridão.
Os melhores santos de Deus precisam beber bebidas amargas; os mais queridos de Seus filhos precisam suportar a cruz. Nenhum cristão gozou prosperidade infinita; nenhum crente pode manter o tempo todo sua harpa longe do salgueiro (Sl. 137). Talvez a princípio o Senhor lhe tenha dado um caminho suave e sem nuvens, pois você era frágil e inseguro. Ele amainava o vento para a ovelha tosquiada; mas agora que está mais forte em sua vida espiritual, você precisa ter a experiência mais madura e mais difícil dos filhos adultos de Deus. Precisamos de ventos e tempestades para exercitar nossa fé, para quebrar o galho podre da autodependência, e para nos enraizarmos com mais firmeza em Cristo. O dia do mal nos revela o valor da nossa gloriosa esperança.

C. H. Spurgeon


Fonte: Morning and Evening (Devocional matutina do dia 29 de abril)

Hillsong UNITED - Oceans (Legendado-PT)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Alimentando as ovelhas ou Divertindo os bodes?


Um mal acontece no arraial professo do Senhor, tão flagrante na sua impudência, que até o menos perspicaz dificilmente falharia em notá-lo. Este mal evoluiu numa proporção anormal, mesmo para o erro, no decurso de alguns anos. Ele tem agido como fermento até que a massa toda levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso, quanto insinuar a Igreja que parte da sua missão é prover entretenimento para o povo, visando alcançá-los. De anunciar em alta voz, como fizeram os puritanos, a Igreja, gradualmente, baixou o tom do seu testemunho e também tolerou e desculpou as leviandades da época. Depois, ela as consentiu em suas fronteiras. Agora, ela as adota sob o pretexto de alcançar as massas.
Meu primeiro argumento é que prover entretenimento ao povo, em nenhum lugar das Escrituras, é mencionado como uma função da Igreja. Se fosse obrigação da Igreja, porque Cristo não falaria dele? "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Lc.16:15). Isto é suficientemente claro. Assim também seria, se Ele adicionasse "e provejam divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho". Tais palavras, entretanto, não são encontradas. Nem parecem ocorrer-Lhe.
Em outra passagem encontramos: "E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres? (Ef.4:11). Onde entram os animadores? O Espírito Santo silencia, no que se refere a eles. Os profetas foram perseguidos por agradar as pessoas ou por oporem-se a elas?
Em segundo lugar, prover distração está em direto antagonismo ao ensino e vida de Cristo e seus apóstolos. Qual era a posição da Igreja para com o mundo? "Vós sois o sal da terra" (Mt.5:13), não o doce açúcar ! algo que o mundo irá cuspir, não engolir. Curta e pungente foi à expressão: "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos? (Mt.8:22). Que seriedade impressionante!
Cristo poderia ter sido mais popular, se tivesse introduzido mais brilho e elementos agradáveis a sua missão, quando as pessoas O deixaram por causa da natureza inquiridora do seu ensino. Porém, eu não O escuto dizer: "Corre atrás deste povo Pedro, e diga-lhes que teremos um estilo diferente de culto amanhã; algo curto e atrativo, com uma pregação bem pequena. Teremos uma noite agradável para eles. Diga-lhes que, por certo, gostarão. Seja rápido, Pedro, nós devemos alcançá-los de qualquer jeito!".
Jesus compadeceu-se dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca pretendeu entretê-los. Em vão as epístolas serão examinadas com o objetivo de achar nelas qualquer traço do evangelho do deleite. A mensagem que elas contêm é: "Saia, afaste-se, mantenha-se afastado!? Eles tinham enorme confiança no evangelho e não empregavam outra arma.
Depois que Pedro e João foram presos por pregar o evangelho, a Igreja reuniu-se em oração, mas não oraram: "Senhor, permite-nos que pelo sábio e judicioso uso da recreação inocente, possamos mostrar a este povo quão felizes nós somos". Dispersados pela perseguição, eles iam por todo mundo pregando o evangelho. Eles "viraram o mundo de cabeça para baixo". Esta é a única diferença! Senhor, limpe a tua Igreja de toda futilidade e entulho que o diabo impôs sobre ela e traze-a de volta aos métodos apostólicos.
Por fim, a missão do entretenimento falha em realizar o objetivo a que se propõe. Ela produz destruição entre os jovens convertidos. Permitam que os negligentes e zombadores, que agradecem a Deus porque a Igreja os recebeu no meio do caminho, falem e testifiquem! Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o bêbado para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de promover entretenimento não produz convertidos verdadeiros.
O que os pastores precisam hoje, é crer no conhecimento aliado a espiritualidade sincera; um jorrando do outro, como fruto da raiz. Necessitam de doutrina bíblica, de tal forma entendida e experimentada, que ponham os homens em chamas.

C. H. Spurgeon

Mount Zion - Jonathan David Helser with Lyrics (Português)