sexta-feira, 9 de setembro de 2016


Rev. Antônio Carlos Barro

ESTUDO 5

I. INTRODUÇÃO

A. O arrependimento é o aspecto negativo da conversão.
B. A fé é o aspecto positivo da mesma conversão.

II. O SIGNIFICADO DE FÉ

A. Fé Objetiva: Aquilo que se acredita, isto é: o credo, o cristianismo. Uso limitado nas Escrituras, principalmente nas Pastorais. É mais usado na teologia. A fé objetiva só existe por causa da fé subjetiva.
B. Fé Subjetiva: A fé é depositada em Cristo, neste caso consiste na entrega da vida aos cuidados do Salvador. A pessoa tem o desejo de ser como Cristo e o Espírito Santo passa a operar nesta vida.
C. Fé Virtude: Resultado da fé subjetiva na vida diária (Gl 5.22).

III. OS ELEMENTOS DA FÉ

A. O elemento intelectual (notitia)
1. Consiste no reconhecimento da verdade e a pessoa aceita tudo o que Deus diz nas Escrituras, especialmente quanto a depravação total do ser humano e acerca da redenção que há em Cristo Jesus.
2. Este conhecimento da fé é algo seguro, certo, incontestável. Hb 11.1, faz com que as coisas invisíveis para o crente sejam realidades. A certeza dessa fé parte do próprio Deus e nada pode abalar isso.
3. Para se ter essa fé é necessário oferecer a pessoa o mínimo para que possa exercitar a sua fé.
B. O elemento emocional (assentimento)
1. O momento existencial da vida da pessoa que deixa de considerar o objeto da fé como algo separado e indiferente, e começa a sentir-se vivamente interessado por ela.
2. A pessoa abraça a fé salvadora com um profundo sentimento de aquilo é verdade. Isso satisfaz a sua vida, sua existência.
C. O elemento volitivo (fiducia)
1. É o elemento culminante da fé. É a confiança em Cristo.
2. A fé é também assunto da vontade que determina a direção da alma, um ato da alma que sai em direção ao objeto e o apropria.

IV. A FÉ PRODUZ

A. Esperança, Rm 5.2
B. Alegria, At 16.34; 1 Pe 2.6
C. Paz, Rm 15.13
D. Confiança, Is 28.16, cf 1 Pe 2.6
E. Ousadia na Pregação, Sl 116.10 cf. 2 Co 4.13

V. ALGUMAS IDEIAS SOBRE A FÉ
A. Os Reformadores ensinam que a fé que justifica não justifica por alguma eficácia meritória ou inerente, senão que é um instrumento para receber ou reter o que Deus prometeu nos méritos de Cristo, cf Ef 2.8-10.
B. Consideraram esta fé como um dom de Deus e somente na forma secundária, como atividade do ser humano em sua dependência de Deus.
C. A fé é mais do que uma mera opinião. É uma certeza imediata. É uma convicção fundamentada sobre o testemunho e envolve confiança.


"Nada Mais Satisfaz" - Jeremiah Bowser - Live In Brazil

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ARREPENDIMENTO


Rev. Antônio Carlos Barro

ESTUDO 4

I. INTRODUÇÃO

A. Junto com a fé, são os dois ingredientes necessários para que haja conversão.

II. OS ELEMENTOS DO ARREPENDIMENTO

A. Um elemento intelectual. Há uma mudança de opinião, um reconhecimento do pecado com a culpa pessoal, a corrupção e a incapacidade que envolve. Ver Rm 3.20 comparado com 1.32. Se o arrependimento não é acompanhado pelos outros elementos que se seguem, pode manifestar-se como o temor do castigo, ainda que careça do ódio ao pecado.

B. Um elemento emocional. Há uma mudança de sentimento que se manifesta em tristeza pelo pecado cometido contra um Deus santo e justo. Sl 51.2, 10, 14. Se é acompanhado do elemento seguinte é uma tristeza de Deus, porém, se não é acompanhado é uma tristeza do mundo, que se manifesta em remorso e desespero, 2 Co 7.9,10; Mt 27.3; Lc 18.23.

C. Um elemento volitivo. Há um elemento da vontade que consiste na mudança de propósito, um íntimo voltar-se do pecado e uma disposição a buscar o perdão e a pureza, Sl 51.5, 7, 10; Jr 25.5. O elemento volitivo inclui os outros dois elementos e é o aspecto mais importante do arrependimento, At 2.38; Rm 2.4.

III. O CONCEITO BÍBLICO DO ARREPENDIMENTO

A. As Escrituras ensinam que o arrependimento é um ato interno e não deve confundir-se com a mudança de vida que flui dele. A confissão de pecados e a reparação dos erros cometidos, são frutos do arrependimento.

B. Arrependimento é uma condição negativa e não um meio positivo de salvação. Ou seja, o arrependimento não constituí uma obra meritória que dê bases para a salvação. Ainda que o arrependimento seja o dever do pecador, não cumpre as demandas da lei em relação as transgressões passadas.

C. O verdadeiro arrependimento somente existe em conjunto com a fé e jamais separado da mesma. Os dois elementos fazem parte da mesma volta - um regresso do pecado em direção a Deus. São partes do mesmo processo, e que se complementam.

IV. OS MOTIVOS DO ARREPENDIMENTO

A. O pecador experimenta a bondade de Deus, Rm 2.4; o amor de Deus, Jo 3.16; e o desejo ardente de Deus em ver os pecadores salvos, Ez 33.11; 1 Tm 2.4.

B. O pecador experimenta a inevitável consequência do pecado, Lc 13.1-5; da demanda universal do evangelho, At 17.30; a esperança da vida espiritual, Jo 3.16; e a afiliação no reino de Deus, Mc 1.15.

Fonte: http://www.monergismo.net.br  

HDR in Studio — Misericórdia

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

CONVERSÃO


Rev. Antônio Carlos Barro

ESTUDO 3

I. INTRODUÇÃO

A. Mediante uma operação especial do Espírito Santo, a regeneração leva à conversão.
B. A conversão pode ser uma crise repentina e aguda na vida do indivíduo, porém, geralmente vem de maneira gradual.

II. A IDEIA BÍBLICA DA CONVERSÃO

A. Conversões Temporais
1. Pessoas que não apresentaram uma troca de coração
2. A parábola do semeador, Mt 13.21-21
3. Himineo e Alexandre, 1 Tm 1.19-20
4. Ver também 2 Tm 2.17-18; 4.10; Hb 6.4-6 e 1 Jo 2.19
B. Conversões Verdadeiras
1. A conversão verdadeira nasce de uma tristeza santa e desemboca em uma vida de devoção a Deus, 2 Co 7.10.
2. É uma troca cuja raiz está na obra de regeneração. Envolve a convicção de que a primeira direção da vida era néscia, equivocada e transtornava o curso inteiro da vida.
3. Existem dois lados da conversão:
a. Conversão ativa: É o ato de Deus por meio do qual ele faz com que o pecador seja regenerado em sua vida consciente, para voltar-se a Deus com arrependimento e fé.
b. Conversão passiva: O ato consciente do pecador regenerado por meio            do qual ele mediante da graça divina volta-se para Deus com arrependimento e fé.
C. Conversões Freqüentes
1. Depois de convertida a pessoa que tem uma queda temporal nos caminhos de pecado volta-se para Deus. A sua volta para Deus pode ser chamada de conversão.
Ap 2.5, 16, 21 e 22 e 3.3, 19.
2. Conversão no sentido salvador é um ato único que não se repete.

III. AS CARACTERÍSTICAS DA CONVERSÃO

A. Na conversão a pessoa desperta para uma garantia de que todos os seus pecados estão perdoados na base dos méritos de Jesus Cristo.
B. A conversão não se dá na vida subconsciente do pecador, mas no seu consciente. Esta conversão está intimamente ligada com a regeneração.
C. A conversão marca o princípio consciente da morte da velha vida e o surgimento da nova vida. O pecador, conscientemente, abandona a vida de pecado e busca a santidade de Deus.
D. No sentido mais definido da palavra a conversão é um ato único que não se repete mais.

IV. O AUTOR DA SALVAÇÃO

A. Deus é o autor da conversão. Somente Deus pode ser considerado o autor da criação, Sl 85.4; Jr 31.18; Lm 5.21.

B. O indivíduo coopera na conversão. Devemos ressaltar que existe uma certa cooperação humana na salvação. Is 55.7; Jr 18.11; Ez 18.23, 32; 33.11; At 2.38, 17.30.