quarta-feira, 17 de maio de 2017

Tome minhas mãos cansadas...


Tome minhas mãos cansadas, toda a labuta diária e o meu desejo de controlar as coisas que não posso, nessa tarde acinzentada.

Eu sei que és belo, perfeito e terno em todos os teus caminhos de amor, paz e esperança, eu é que sou essa criança, um pouco incomodada por não me dares, o que não me faz bem.

Tome minha culpa também, bem sei que já há tens desde o teu ultimo folego de vida naquela cruz, mas as vezes, eu insisto em tê-la comigo.

Tu és maravilhosamente belo, eu sei. Tua beleza ofusca todas as tentativas de o mundo, a carne e meu adversário me persuadirem do contrário.

Quero deixar contigo também toda o desejo de viver para mim mesma, e a favor dos ideais, que militam constantemente com a vida que tens para mim, me fazendo conhecer mais da minha própria fraqueza, inabilidade e dependência de Ti.

Eu me envolvo facilmente com a doce música que toca em meus ouvidos, enquanto lá fora todo o barulho e movimento quer me irritar ou roubar a minha atenção.

Logo eu, que não sei escrever poesia, e insisto em te descrever nos meus versos... Entendi pela tua Palavra infalível, confiável e inerrante, que nada do que eu faça seria capaz de diminuir ou alterar o Teu amor por mim.

Que gozo, saber que Teu amor não muda! Que paz e sossego, encontrar em Ti a solução para todos os meus temores e medos.

Eu tenho flores para Ti, e tenho alguns versos também, que acompanham e regem esse outono, que insiste em tirar de mim, as palavras mais frias e quentes, como se um baú fosse aberto, repleto de recordações e memorias, que estão aqui, aos teus pés...

Bem sei que és esplendorosamente magnifico e Todo Poderoso, e eu, feitura de tuas mãos, esperando pelo grande dia, em que contemplarei a perfeição face a face.

Outrora, nas trevas, hoje, com teu Espírito em mim, não é possível andar sem enxergar de novo. E ainda que a trilha seja estreitamente para poucos, tens me capacitado a permanecer nela diariamente.

Oh, meu amado, como és belo e como é belo te pertencer e ser tua até mesmo nos lugares em mim, que Tu conheces melhor que os demais, e inclusive, melhor que eu mesma.

Eu vaguei, e eu tentei me distanciar da tua plenitude e glória, mas quem sou eu para resistir ao criador da própria vida? Ou, como poderia me abster de tão profundo e verdadeiro amor, que dá a vida sem exigir nada em troca?

Ser amada por Ti, sem haver meritocracia, lança por terra tudo aquilo que um dia eu pensei ser. Estar escondida e atada ao Teu amor, refrigera a minha alma e me revela a identidade que possuo em Ti.

Sim, és um Pai perfeito, belo e afável... além da compreensão das palavras, e das destrezas das canções e de toda a arte também. E eu? Uma filha imersa aos cuidados e ao amor que prometeu com sangue, morte e ressureição, nunca me abandonar.

Sim és belo, e eu te pertenço cada vez mais, no desejo eminente de me desfazer ao te encontrar.


Aida Priscila :)

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